Psicologia crítica do trabalho na sociedade contemporânea Resumo

Publicado por MapexMind em: maio 5, 2025

Mesa de abertura

A Mesa de abertura do Seminário Nacional Psicologia Crítica do Trabalho na Sociedade Contemporânea contou com a participação de Humberto Verona, Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP)¹, Rogério Oliveira, Presidente do Conselho Regional de Psicologia da 4ª Região – Minas Gerais², e Fernanda Lou Sans Magano, Presidente da Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi)³, que discutiram a relação da Psicologia com o mundo do trabalho a partir de diferentes perspectivas institucionais⁴.

Humberto Verona destacou que o evento é resultado de uma discussão coletiva do Sistema Conselhos de Psicologia e é o 13º evento nacional realizado naquele ano⁴. Ele ressaltou que cada evento nacional gera um documento para que psicólogos e a sociedade acompanhem os debates sobre temas importantes para a vida das pessoas no país⁴. Verona afirmou que o trabalho do psicólogo, como o de qualquer outro trabalhador, exige reflexão crítica e que a Psicologia, com seu arcabouço teórico, tem muito a contribuir para o mundo do trabalho⁷. Ele considerou que o seminário acerta ao ampliar o olhar para pensar no psicólogo trabalhador e em suas condições de trabalho⁷. Mencionou o orgulho do Sistema Conselhos por participar da retomada do movimento sindical, na qual depositam grande esperança¹. Para Verona, a Psicologia como ciência deve contribuir para todos os trabalhadores, não apenas no Brasil, mas também na América Latina e no mundo, pois há muitos problemas em comum, citando um grupo na Ulapsi preocupado com a questão do trabalho na América Latina¹. Ele apostou que o seminário enriqueceria esse debate¹.

Rogério Oliveira, falando em nome do CRP-MG, expressou satisfação por participar desta etapa de construção política, democrática e coletiva da profissão⁵. Ele se apresentou como porta-voz de um projeto ético-político que visa garantir uma política na qual o cidadão se sinta representado e respeitado, entendendo o trabalho como aspecto central dessa política⁵. Oliveira enfatizou o esforço para discutir e respeitar o trabalho do psicólogo como cidadão comprometido com uma sociedade mais justa e inclusiva⁵. Apontou a necessidade de uma regulamentação ampliada que inclua as condições de trabalho e o respeito ao profissional e ao atendido, buscando o reconhecimento social do serviço e do profissional⁸. Ele mencionou que, desde o 6º Congresso Nacional de Psicologia em 2007, os psicólogos reivindicam ação conjunta do Sistema Conselhos, Sindicatos e Fenapsi para temas como piso salarial, jornada de trabalho e planos de carreira, conforme expresso na Tese 43². Para o CRP-MG, ações isoladas não obtiveram resultados satisfatórios, e é crucial refletir sobre os impactos das relações e condições de trabalho dos psicólogos em seu compromisso com um modelo de sociedade inclusiva, no exercício profissional e na ética⁹. Oliveira sentiu a obrigação de trazer para o centro do debate a centralidade do trabalho na vida humana¹⁰. Argumentou que a análise da centralidade do trabalho na profissão deve partir da vida dos próprios psicólogos, e que um projeto ético-político não deve descartar os sujeitos que compõem o coletivo em favor de uma falsa questão epistemológica, que foca na escolha teórica em vez do compromisso com a transformação social pelo trabalho¹⁰. Ele defendeu que o projeto é ético, balizado pela ética, e não pela orientação teórica¹¹. Finalizou expressando o desejo de ouvir sobre o papel do psicólogo, as condições necessárias para sua atuação e o papel das instituições representativas, frisando a necessidade de colocar as condições e relações de trabalho dos psicólogos no centro da discussão para evitar um debate meramente ideológico e epistemológico, descolado do trabalho legítimo da profissão⁶.

Fernanda Lou Sans Magano, presidente da Fenapsi, destacou a importância de discutir a Psicologia Crítica do Trabalho no contexto contemporâneo e a parceria fortalecida entre a Fenapsi e os Conselhos de Psicologia⁶. Essa relação foi apontada desde 2007 no VI Congresso Nacional de Psicologia, que demandou um movimento sindical mais organizado e fortalecido⁶. Essa mobilização levou a um congresso da Fenapsi com participação expressiva, com 16 estados já tendo sindicatos organizados¹². O objetivo é que a Fenapsi retome seu papel de buscar garantias mínimas de condições de trabalho, organização e processos negociais, além de ser referência para uma formação de qualidade que aponte para modelos de intervenção além dos tradicionais³. Ela mencionou a necessidade de expandir o olhar para novas áreas de atuação e a relação da Psicologia com as políticas públicas, especialmente Saúde, Previdência e Assistência, onde a maioria dos psicólogos atua¹³. Ressaltou que Conselho System e Fenapsi têm papéis institucionais distintos, mas complementares¹⁴. Magano expressou a esperança de que o seminário traga uma visão da Psicologia Crítica do Trabalho relacionada ao contexto socioeconômico e ao futuro do Brasil, enfatizando o papel da Psicologia no cuidado com a população e a tarefa da Fenapsi de representar os trabalhadores psicólogos¹⁵. Apontou problemas urgentes como a falta de uma jornada nacional de trabalho para psicólogos e a baixa remuneração, onde o psicólogo é “vilipendiado”¹⁶. Também mencionou a necessidade de se organizar contra o “Ato Médico”¹⁷.

Palestra de abertura

As palestras de abertura contaram com a participação de Marcio Pochmann e Leny Sato, que abordaram diferentes aspectos da categoria trabalho na sociedade contemporânea¹.

Marcio Pochmann²:

Leny Sato¹⁴:

Em suma, as palestras de abertura contextualizaram o tema do seminário, abordando as profundas transformações no mundo do trabalho, a transição do trabalho material para o imaterial, as desigualdades sociais e os desafios da educação e da proteção social na sociedade contemporânea, além de apresentar as diferentes perspectivas dentro da própria Psicologia sobre o trabalho, desde a tradicional gestão de recursos humanos até a abordagem crítica da Saúde do Trabalhador, e a luta pela hegemonia entre elas².

 

O trabalho do profissional psicólogo: construindo uma posição crítica

A Mesa “O trabalho do profissional psicólogo: construindo uma posição crítica” contou com as participações de Vanessa Andrade de Barros e Marcus Vinícius de Oliveira, que discutiram a necessidade de uma abordagem crítica sobre o trabalho do psicólogo e a relação da Psicologia com o mundo do trabalho em geral.
Aqui está um resumo das contribuições de cada palestrante nesta mesa:

Vanessa Andrade de Barros:

Marcus Vinícius de Oliveira:

Saúde do trabalhador: dignidade e qualidade de vida no mundo do trabalho

A 5ª Mesa do Seminário, intitulada “Saúde do trabalhador: dignidade e qualidade de vida no mundo do trabalho”, contou com as participações de Wanderley Codo, Álvaro Roberto Crespo Merlo e Maria da Graça Corrêa Jacques¹. Esta mesa aprofundou a discussão sobre as implicações do trabalho na saúde mental e física dos trabalhadores, contrastando diferentes abordagens psicológicas sobre o tema.

Vanessa Andrade de Barros:

Marcus Vinícius de Oliveira:

Crise, trabalho e sociedade: economia solidária como uma perspectiva para a humanidade

A 6ª Mesa do seminário, intitulada “Crise, trabalho e sociedade: economia solidária como uma perspectiva para a humanidade”, contou com as palestras de Odair Furtado, José Newton Garcia de Araújo e Cláudia Rejane de Lima¹. O debate centrou-se na relação entre a Psicologia do Trabalho, a economia solidária e o contexto socioeconômico contemporâneo².

Aqui está um resumo das contribuições de cada palestrante:

Odair Furtado:

José Newton Garcia de Araújo:

Cláudia Rejane de Lima:

Psicologia crítica do trabalho na sociedade contemporânea Completo

PDF

Loading