Os shopping centers, ícones do capitalismo americano, estão em declínio nos Estados Unidos. Segundo um relatório do Credit Suisse, entre 20% e 25% dos shoppings do país podem fechar nos próximos cinco anos. Esse fenômeno, impulsionado pela ascensão do comércio eletrônico e mudanças nos hábitos de consumo, reflete uma transformação estrutural no varejo.
1. O Cenário Atual nos EUA
- Fechamento de shoppings: Entre 240 e 300 dos 1.200 shoppings americanos podem fechar até 2027.
- Fechamento de lojas: Em 2023, 3.600 lojas já fecharam, com projeção de 8.640 até o final do ano.
- Comparação histórica: O número de fechamentos em 2023 será mais de 4 vezes maior que em 2016 e superará o recorde de 2008, durante a crise financeira global.
2. Motivos do Declínio
- Crescimento do e-commerce: O comércio eletrônico deve aumentar sua participação no mercado de vestuário de 17% para 37% até 2030.
- Concorrência dos outlets: Outlets, que geralmente não estão localizados em shoppings, estão ganhando espaço no mercado.
- Mudanças nos hábitos de consumo: Os consumidores estão priorizando conveniência e preços competitivos, oferecidos pelo comércio online.
3. Impacto no Brasil
- Vacância alta: Dos 20 shoppings abertos no Brasil em 2022, a vacância média é de 55%, ou seja, mais da metade das lojas estão vazias.
- Fechamento de lojas: Em 2016, pela primeira vez em 12 anos, os shoppings brasileiros fecharam mais lojas do que abriram.
- Contexto econômico: A recessão recente no Brasil dificulta prever o futuro dos shoppings no país, mas a tendência global sugere desafios.
Conclusão
O declínio dos shopping centers nos EUA é um sinal claro das mudanças no varejo global, impulsionadas pelo crescimento do e-commerce e pela evolução dos hábitos de consumo. No Brasil, embora o cenário ainda seja incerto devido à recessão recente, os shoppings já enfrentam desafios significativos, como alta vacância e fechamento de lojas. O futuro do varejo físico depende da capacidade de adaptação a essas novas realidades.
Fonte: Exame
Olá! Sou Fábio Bmed — fundador da Metapax, consultoria estratégica de posicionamento e crescimento para negócios, e criador da MapexMind, um método de neuropsicologia aplicada voltado à compreensão prática da mente humana. Também sou o criador do blog FabioBmed.com.br.
Desde 2006 trabalho com tecnologia, marketing digital e análise de sistemas complexos. Mas os sistemas que mais me fascinam hoje são os que carregamos dentro da cabeça.
Estou entrando na psicologia, com foco em neuropsicologia — a ciência que explica por que você pensa, decide e se comporta do jeito que faz. Essa transição não é um desvio de rota: é a evolução natural de quem passou décadas entendendo como sistemas funcionam — e percebeu que o mais complexo de todos ainda estava por ser mapeado.
Ao longo dessa trajetória, criei dois projetos que sintetizam essa visão.
A Metapax nasceu da percepção de que negócios não crescem por acaso. Crescem quando existe uma estrutura clara de autoridade, presença e experiência do cliente. Depois de mais de duas décadas liderando operações digitais e analisando padrões de crescimento empresarial, transformei esse entendimento no Método APA — Autoridade, Presença e Atendimento — aplicado a empresas e profissionais que querem crescer com previsibilidade e posicionamento sólido.
Já a MapexMind surgiu de outro tipo de investigação: entender a arquitetura da mente humana. O projeto aplica neuropsicologia à vida real para ajudar pessoas a compreenderem padrões emocionais, cognitivos e comportamentais — próprios ou de quem amam — traduzindo conceitos complexos em clareza prática e utilizável.
No fundo, os dois projetos partem da mesma pergunta:
Como sistemas funcionam por trás da superfície?
Negócios, comportamento, decisões, relações humanas, tecnologia, marketing e mente — tudo aqui é analisado pelo mesmo prisma: estrutura, padrões e a ciência por trás de como as coisas realmente funcionam.
Este blog é o ponto de encontro dessas áreas. Um espaço onde tecnologia, psicologia, neurociência, comportamento humano, marketing e filosofia prática deixam de ser assuntos separados e passam a conversar entre si.